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Caminhando com o "O Bárbaro da Medianeira"

Caminhando com o "O Bárbaro da Medianeira"


Depois de Doutor Sinistro, minha usina criativa entrou em propulsão máxima. O resultado foi a publicação de mais um livro em outubro de 2020: o romance "O Bárbaro da Medianeira".
A história, no entanto, começou muito antes, em 2007. Sob a mentoria do  professor Charles Kiefer, resgatei um manuscrito inacabado do meu
portfólio que atendia pelo título provisório de Seis Meses.
Eram sessenta folhas de uma pegada "suja", brutal e um tanto desorganizada, mas a essência — e os protagonistas — já estava toda ali.
O título original, Seis Meses, nasceu da urgência clínica. O protagonista, Vica, descobre um câncer  logo nas primeiras páginas. Casado com Vana e pai de Pedro, de apenas seis anos, ele vê o mundo desmoronar com a notícia.
A ambientação é quase um personagem à parte: o bairro Medianeira, em Porto Alegre. Um "lugar de passagem" de classe média-baixa, com casas geminadas e a decadência latente do antigo Estádio Monumental.
Sem plano de saúde e enfrentando a morosidade do SUS, a situação de Vica se torna desesperadora quando ele perde o emprego após agredir o patrão.
Sem saída, ele recorre a Marconi, o agiota do bairro — um homem de olhos flamejantes e métodos violentos que Vana sempre o avisou para evitar.
Gosto de pensar em O Bárbaro da Medianeira como o meu Trainspotting (embora sem a heroína). Sou fã da saga de Irvine Welsh e me inspirei na dinâmica de grupo para compor o universo do livro.
Se Marc Renton tinha Sick Boy e Spud, Vica tem a sua própria "gangue" peculiar:
  • José Pedro Baiuca: Um advogado niilista e dependente químico.
  • João Paulo: O primo "namorador" de Baiuca.
  • Martin Fabra ("Papito"): Um homem em crise conjugal.
  • Chico: O vizinho covarde, casado com a desejada Indianara.
Vana também tem seu núcleo, contando com a irmã Cláudia e a própria Indianara, que, embora coadjuvante aqui, protagoniza uma das cenas mais
tensas da obra (e que ganharia vida própria no futuro).
E, então: O Retorno da Maleta de Crocodilo!
Para os leitores atentos, inseri um dos meus "MacGuffins" favoritos: a maleta de couro de crocodilo. Ela já havia aparecido no conto A Noite das Bestas, na cidade de Tio Bauer.
No romance, ela ressurge nas mãos do patrão de Chico e passa a circular entre os personagens, espalhando infortúnios e uma aura de maldição. O feedback dos leitores confirmou: a maleta é um elemento magnético na trama.
Além do drama central, o livro traz uma trama paralela sobre a eleição para a Prefeitura da Capital — um embate entre o discurso ríspido e a
improbidade administrativa que acaba colidindo com a vida dos protagonistas nos momentos mais inesperados.
Viabilizar esta obra só foi possível graças ao Edital FAC Digital RS (2020), em parceria com a Universidade Feevale e a SEDAC. O projeto foi
selecionado, permitindo que aquele manuscrito original de 60 páginas se transformasse no meu primeiro romance mais caudaloso, com 258 páginas de puro caos e humanidade.
Gosto do "Bárbaro"? 
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