A moeda mais cara que temos é o tempo
Há uma ideia em O Pequeno Príncipe que talvez só compreendamos verdadeiramente depois de adultos: ninguém se torna especial em nossa vida por acaso.
Existem milhões de pessoas no mundo. Cruzamos diariamente com algumas delas, convivemos com outras por algum tempo e muitas serão apenas passageiros em nossa história. Mas algumas permanecem.
O que as torna diferentes?
O tempo.
Tempo para ouvir, para conversar, para cuidar, para estar presente. Tempo que não poderá ser guardado para amanhã, recuperado ou comprado novamente.
Por isso, talvez o tempo seja a moeda mais cara que possuímos. Quando entregamos nosso tempo a alguém, entregamos uma parte da nossa própria vida.
Foi essa reflexão que quisemos preservar nesta edição de O Pequeno Príncipe. No material especial que acompanha o livro escrevemos que existem milhões de rosas e milhões de raposas, mas, quando criamos laços, aquela pessoa se torna única em todo o universo.
A própria ideia do nosso Manifesto do Cativar nasceu daí: em um mundo de pressa, declaramos que o tempo não é dinheiro, o tempo é afeto. E é o tempo dedicado à nossa rosa que faz com que ela se torne tão importante.
Talvez, então, a pergunta mais importante não seja quanto tempo ainda temos.
Mas a quem estamos escolhendo entregar o nosso tempo.

